quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Estudo sugere que os efeitos ecológicos da perda de Biodiversidade estão subestimados

Os cientistas analisaram os requisitos alimentares dos diferentes estádios de desenvolvimento de centenas de espécies num ecossistema tendo chegado à conclusão que a alteração da dieta ao longo do desenvolvimento faz com que a perda de biodiversidade possa ser mais grave do que se pensava.
Cientistas das Universidades de Rice e da Califórnia publicaram recentemente online na revista Ecology Letters, um estudo que coloca em causa um dos princípios básicos da ecologia e que tem sido utilizado para prever os efeitos ecológicos da perda da biodiversidade, segundo o qual todos os recursos explorados por uma espécie são intermutáveis entre todos os seus representantes.

Os investigadores analisaram extensos conjuntos de dados relativos a 7 cadeias alimentares que envolvem dezenas ou mesmo centenas de espécies, estudando as diferenças no que diz respeito à sua dieta em diferentes fases do desenvolvimento.
Os resultados indicam que na maioria das cadeias alimentares, os recursos partilhados entre membros da mesma espécie em diferentes estádios do desenvolvimento podem equivaler a menos de 50% do total, valor que pode diminuir para apenas 10% quando se fala de espécies que sofrem metamorfose.
Os cientistas defendem que esta alteração tem de ser tida em conta quando se estuda os efeitos da perda da biodiversidade porque a perda de determinado recurso pode ter efeitos mais graves do que se pensava se esse recurso for essencial para uma espécie numa determinada fase do seu desenvolvimento.
Estes resultados foram utilizados para construir modelos matemáticos sobre o efeito da perda da biodiversidade, que permitiram chegar à conclusão de que os ecossistemas são muito menos estáveis do que se pensava.

Adaptado de: http://naturlink.sapo.pt/article.aspx?menuid=20&cid=27403&bl=1


Na sua opinião, quais serão as maiores ameaças à Biodiversidade em Portugal?

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